Desastres naturais causam impactos nos negócios no Brasil Junho 10, 2011
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Eventos como terremotos, vendavais a recente erupção do vulcão no Chileafetam direta e indiretamente as organizações, levando-as a ampliar a Análise de Riscos para a cadeira e fornecedores
Apesar de o Brasil ser considerado um país privilegiado pela ausência de tsunamis, terremotos, tornados e vulcões, temos acompanhado nos noticiários as consequências diretas desses desastres naturais na continuidade de negócios de várias organizações no nosso país: empresas que dependiam de produtos importados do Japão, por exemplo, sentiram o reflexo do último terremoto ocorrido em março deste ano, mesmo após meses do acontecimento. Montadoras em vários países, incluindo o Brasil, que dependiam de peças produzidas nas fábricas afetadas pelo desastre, tiveram que suspender sua rotina de trabalho, afetando a produção com uma queda de 30%.
Uma importante marca interrompeu a produção por três dias nas suas fábricas no interior de São Paulo, deixando de fabricar quase mil carros. Outras importantes marcas japonesas também diminuíram significativamente o ritmo de produção e anteciparam paradas em suas montadoras, gerando consequências que se refletem em diversos países, com prejuízos de vendas e de imagem, dando margem para o crescimento de marcas concorrentes.
Embora não tenhamos desastres naturais nas proporções e frequências dos que ocorrem no Japão ou EUA, os mais comuns no Brasil, como enchentes, deslizamentos, incêndios e mais recentemente, os vendavais, não podem mais ser ignorados quando pensamos na continuidade de negócios. Os vendavais que afetaram São Paulo no último dia 7 de junho, chegaram a 79 km/h e causaram apagões em semáforos e no fornecimento de energia; estabelecimentos comercias tiveram que fechar as portas; o aeroporto de Congonhas teve que ser fechado e um avião foi obrigado a arremeter quando tentava pousar.
Através de uma Análise de Riscos abrangente, estudo que identifica e prioriza os riscos que cercam uma organização – incluindo os desastres naturais que podem afetar direta ou indiretamente o negócio –, bem como as consequências e probabilidades para cada risco identificado, é que serão priorizados investimentos em prevenção e contenção destes riscos. Esta primeira fase da construção de um Programa de Continuidade de Negócios pode ter diversos enfoques, a depender da necessidade e do ambiente de cada organização.
No caso das montadoras, por exemplo, que têm significativo grau de interdependência e dependência com seus fornecedores, uma das análises recomendadas seria a Análise na Cadeia de Suprimento.
As organizações precisam reconhecer que para permanecerem nos negócios precisam não apenas gerenciar seus riscos internos, mas também os reais riscos que cada fornecedor crítico pode lhe oferecer, avaliando sua real capacidade de continuidade de negócios.
Chuvas: desastres naturais no Brasil geram impactos nos negócios Janeiro 26, 2011
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O Brasil não está preparado para desastres naturais e a consequência é a paralisação dos negócios e significativas perdas financeiras
Nos últimos anos, as enchentes e deslizamentos têm causado grandes impactos durante o verão no Brasil e em diversos países do mundo, provocando diferentes tipos de destruições. Em 2008, um dos piores eventos foi de Blumenau (SC), na qual moradores de área de risco perderam suas casas, vidas ou parentes em enchentes e/ou desabamentos; e, no ano seguinte, as regiões Norte e Nordeste do Brasil.
Neste ano, as enchentes na região serrana do Rio de Janeiro é o maior desastre causado pelas chuvas, com centenas de pessoas mortas, desaparecidas e desabrigadas. As enchentes também afetaram São Paulo, como o Aeroporto de Congonhas, que ficou fechado por aproximadamente uma hora e meia; além de várias avenidas completamente interditadas, tais como Av. 23 de Maio, na altura do viaduto General Euclídes de Figueiredo (no sentido aeroporto), Rua Manuel Dutra, na altura da praça 14 Bis (Bela Vista) e Túnel Tribunal de Justiça de São Paulo, na altura da avenida Juscelino Kubitschek.
Enchentes como estas podem impactar significativamente as empresas que dependem de seus fornecedores, pois com as avenidas e ruas de acesso interditadas, suas rotinas de trabalho podem ficar paralisadas por tempo indeterminado, afetando a continuidade de seus negócios. O Brasil não está preparado para desastres naturais, apesar de não ser a primeira vez em que cidades ficam em estado de alerta. No Rio de Janeiro, por exemplo, muitas áreas estão com falta de comunicação, eletricidade e água potável e a falta de um plano de emergência em casos como este provocam caos e informações desencontradas.
Para minimizar esta situação, o Governo anunciou no dia 17/01/2011 o lançamento do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais que começará a funcionar em 2011/2012 nas regiões mais vulneráveis a deslizamentos e enchentes, e em até quatro anos estará completamente implantado, visando minimizar significativamente os desastres naturais; além disso, adquiriu um novo supercomputador, que consegue mapear o território brasileiro a cada 5 km², que dará uma previsão mais precisa de alertas.
Em suma, o sistema irá prevenir os desastres naturais mais comuns no Brasil, tais como deslizamentos de terra, inundações, ressacas, secas e vendavais de modo a ter uma previsão mais precisa de cenários -como o da região serrana – e ter um plano de ação para diminuir ou prevenir grandes impactos.
Sua empresa está preparada para se recuperar de desastres naturais? Tem um plano de recuperação para situações como esta? Sua empresa já desenvolveu um plano de contingência? Seus funcionários estão preparados para agir em casos de desastres naturais?
Falta de prevenção agrava as consequências das chuvas no Nordeste. Junho 30, 2010
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Nos últimos dias, o nordeste vem sofrendo com abundantes chuvas na região. Fortes enchentes causaram destruição nos estados de Pernambuco e Alagoas e provocaram danos irreversíveis às pessoas que lá moram, além de uma paralisação sem previsão de retorno em diversas organizações. “O centro comercial, instituições e os prédios públicos foram levados pelas águas” informou matéria no site de notícias, O globo.
Um encontro de acontecimentos naturais raros ocasionou esta catástrofe. Alguns dias antes das enchentes, uma frente fria não usual atravessou a região e a temperatura do oceano estava levemente mais elevada, o que contribuiu para um clima bem úmido. Porém, o fator determinante “foi a propagação de uma área de instabilidade do oceano em direção ao Nordeste”, explica Giovanni Dolif, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em entrevista para o programa Fantástico, da TV Globo.
Contudo, outros fatores de riscos[1] também contribuíram, e muito, com o desencadeamento das enchentes. Para começar, os meses de junho e julho são tipicamente os mais chuvosos do ano no nordeste. Nas cidades mais atingidas passam dois grandes rios, Mandaú e Paraíba, que dão existência a pequenos açudes[2] na região; além disso, muitos dos rios possuem assoreamentos, desmatamento e lixos jogados nos leitos.
A soma destes riscos naturais e humanos possivelmente foi a causa de impactos alarmantes. Até segunda-feira (28/jun/10) 27 municípios haviam decretado estado de calamidade pública, dezenas de mortes foram registradas, milhares de pessoas estão desaparecidas e mais de 100 mil desabrigadas. Cidades inteiras foram destruídas, causando danos irreversíveis e prejuízos milionários.
Em Pernambuco, por exemplo, uma grande ponte de concreto, que acabara de ser construída com a mais alta tecnologia da engenharia nacional e estudos ambientais, foi destruída levando junto milhões de reais em investimento.
Houve, também, uma grande paralização no escoamento da produção da zona rural, já que as estradas e rodovias ficaram intransitáveis. Noventa por cento das lavouras foram perdidas. “Isso representa uma perda de mais de cem toneladas de alimento para os agricultores”, disse João Domingos, Secretário de Agricultura de Agrestina, ao site do Programa Globo Rural. Também houve problemas com quem trabalha com leite. “Fornecedores não conseguem chegar aos pequenos produtores e também não podem armazenar o leite porque falta energia no município. Sem o produto básico, a indústria de laticínios não funciona” informou o site.
A cadeia produtiva de açúcar e álcool também foi afetada, a destruição das lavouras e a paralização de estradas podem ter gerado um prejuizo de R$ 100 milhões, diz Ricardo Cunha, Presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar e Álcool de Pernambuco para o site Tribuna do Norte.
Tragédias como esta colocam em evidência uma prática não vantajosa adotada claramente no Brasil no 1º e 2º setor: a falta de investimento em prevenção e preparação para desastres e/ou paralisações. Segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI)[3] foi investido cerca de R$ 3,2 milhões dos R$ 442,5 milhões reservados inicialmente para este fim. Após a tragédia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que disponibilizará uma verba de R$550 milhões para Alagoas e Pernambuco, quantia superior ao que teria sido gasto com a prevenção.
Não é segredo que, prevenir sempre foi mais barato que remediar. Observa-se porém, em âmbito nacional, uma certa discrepância dos dirigentes governamentais e corporativos em relação à investimentos em prevenção e resiliência. Apesar de existirem diversos casos que demonstram as vantagens da prevenção, principalmente financeiras, parece que esta prática está longe de se arraigar nos costumes brasileiros.
Quais são os fatores que sustentam esta barreira cultural? Porque os investimentos em prevenção ainda são vistos como gastos? Como a sua empresa encara esta realidade?
Deixe suas percepções e comentários!
[1] Fonte: Site do Programa Fantástico. Acessado em 28/jun (http://www.fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1602918-15605,00-ESPECIALISTAS+CLASSIFICAM+COMO+RARA+ENCHENTE+NO+NORDESTE.html).
[2] Açude: Construções para represar águas de rio ou levada; represa, comporta. Fonte: Dicionário On line (http://www.dicio.com.br/acude/). Acessado em 28/jun
[3]Fonte: Site de notícias Último Segundo. Acessado em 28/jun (http://ultimosegundo.ig.com.br/chuvasnordeste/moradores+ainda+questionam+causas+da+tragedia/n1237684217552.html#1)