Site Wikileaks provoca paralisações parciais em operadoras de cartões. Dezembro 14, 2010
Posted by continuidade de negócios in GCN.Tags: analise de riscos, cadeia de suprimentos, wikileaks
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Nas últimas semanas o site Wikileaks tem sido destaque na mídia internacional. Milhares de documentos confidencias de empresas e governos foram divulgados por este site, que nasceu com o propósito de publicar informações passadas por anônimos.
O cenário causado pelo site mostra que todas as empresas estão sujeitas, (in)diretamente, a qualquer tipo de interrupção, que podem ser causadas em uma área ou em toda empresa ou também causadas por um reflexo de uma paralisação de algum fornecedor, como foi o caso do bloqueio dos sites de duas grandes administradoras de cartões que prejudicaram as empresas que dependiam delas para efetuarem transações via web.
Estas interrupções foram causadas após as operadoras de cartões de crédito cancelarem as transações de doações para o Wikileaks. Em solidariedade ao website, grupos de hackers tiraram do ar os sites das administradoras, impedindo usuários de efetuarem transações financeiras via web. Com isso, ao menos três empresas paralisaram: A empresa que administra os pagamentos ao site e as duas administradoras de cartões.
Além dessas empresas, outras organizações também sofreram consequências com as ações do Wikileaks, tais como governos e instituições que foram prejudicados com a divulgação de seus documentos confidenciais, pois comprometeram suas imagens e reputações. Este fato pode ter gerado também uma perda de credibilidade perante seus clientes e fornecedores e, consequentemente, perda de oportunidade de negócios.
A questão, portanto, é que as organizações devem estar preparadas para lidar com essas premissas interruptivas utilizando metodologias de Gestão de Continuidade de Negócios, que, como o exemplo nos mostra, devem também levar em consideração a Continuidade de Negócios de seus fornecedores. Para isso, um dos pontos a ser considerados é a capacidade de continuidade (resiliência) não só da organização como também da sua cadeia de fornecedores/suprimentos vitais.
Deste modo será possível mitigar os danos à imagem e reputação, perda de oportunidade de negócios, operações comprometidas, dentre outros que uma interrupção direta ou indireta pode causar.
Sua empresa está preparada para lidar com este tipo de situação? Ela consegue operar sem um de seus fornecedores vitais ou sem alguma área de negócio ativa?